terça-feira, 14 de outubro de 2014

Divisão de Vigilância da UFPI lança campanha Aqui tem Segurança!


A Divisão de Vigilância da Universidade Federal do Piauí vai lançar a campanha "Aqui tem segurança!". O objetivo da ação é intensificar o trabalho de prevenção a crimes na área que compreende o Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina.

Tendo caráter educativo, a campanha vai orientar a comunidade acadêmica sobre comportamentos que garantam mais segurança e os contatos que devem ser acionados em caso de situações suspeitas no campus. "A campanha é para chamar a comunidade universitária para interagir com a equipe de vigilância da UFPI, ela é quem vai nos ajudar. Quando for visto alguém suspeito, com um comportamento estranho, é só ligar para os telefones disponibilizados. Estamos aqui fazendo a segurança 24h", garantiu o Chefe da Divisão de Vigilância da UFPI, José de Ribamar Silva.
Chefe da Divisão de Vigilância da UFPI, José Ribamar da Silva 

O lançamento da campanha será na segunda-feira, dia 13/10, a partir das 7h, na entrada da UFPI, com a distribuição do material informativo. Para divulgar a campanha, serão utilizados cartazes, adesivos e folders com as dicas de segurança, telefones para contato e QR Code. Ao aproximar um aparelho smartphone do QR Code, o usuário poderá salvar os contatos da Vigilância na agenda e o link do mapa com os postos onde tem seguranças em Teresina.
Dentro do campus, que ocupa uma extensão de 147 hectares, com áreas nos bairros do Centro (Centro de Ciências da Saúde e Centro de Educação Aberta e à Distância), Ininga (sede da UFPI) e Socopo (Centro de Ciências Agrárias), as pessoas podem contar com um vigilante da instituição a cada 100 metros. Uma média de 115 homens, distribuídos em 36 postos, são responsáveis pela segurança do campus.
Enviado por: Mozarte - UFRGS

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Estudantes da UFRRJ fazem protesto contra falta de segurança em Seropédica

Para assistir ao vídeo copie e cole o link abaixo na barra de endereço de seu navegador.

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-rio/t/edicoes/v/estudantes-fazem-protesto-contra-falta-de-seguranca-em-seropedica/3687197/

Enviado por: Renato / UFRRJ

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

SINTUF REALIZA SEMINÁRIO DE VIGILANTES DA UFMT

A segurança é um setor estratégico na universidade. Este foi o entendimento dos participantes do Seminário de Vigilantes do Sintuf-MT, realizado nesta sexta-feira (03.10). Um grupo de trabalho foi montado para construir o plano de segurança da UFMT e definir as ações a serem tomadas para possibilitar que o cargo recebe novos trabalhadores por meio de concurso público e tenha os seus direitos respeitados.

Segundo o vigilante e coordenador geral da Associação dos Trabalhadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mozarte Simões da Costa, somente a segurança orgânica possui o feeling necessário para atuar dentro das universidades. “Os vigilantes são capacitados para executar uma segurança pedagógica, orientativa, que inclusive auxilia o estudante em sua formação na sociedade. A Polícia Militar tem o caráter repressivo colado em seu DNA, enquanto a guarda terceirizada possui uma rotatividade que dificulta a atuação dentro do campus”, destacou Mozarte.

Ele comprovou por meio de uma série de documentos que o cargo de vigilante não está extinto, sendo que inclusive um trabalhador prestou concurso e tomou posse em 2005. “O que falta é vontade política. O problema da segurança, ou melhor, da falta de segurança, está se intensificando dentro das universidades. É preciso realizar o concurso e dar uma resposta rápida. Dentre as atribuições de nosso cargo, podemos realizar investigações e perícia, tornando as soluções de crimes dentro do campus mais rápidas”, pontuou o palestrante.

Veja abaixo uma entrevista completa com o palestrante:

Fonte: http://www.sintufmt.org.br/
Daniel Dino
Assessoria/Sintuf-MT

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Jovens são presos dentro da Universidade Federal do Espírito Santo

Em informação prestada pela dona do veículo, o carro foi emprestado na sexta-feira (3) e a pessoa desapareceu com ele; jovens fugiram da abordagem policial na UFES

Dois homens foram presos nesta segunda-feira (6) acusados de roubar um carro. A dupla foi detida dentro do Campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no bairro Jardim da Penha, em Vitória. 

João Vitor Souza Nascimento, de 19 anos, e Júlio César Dalfior, de 20, tentaram fugir da abordagem da Polícia Militar, mas acabaram presos.

O furto do carro aconteceu na última sexta-feira (3). A dona do veículo contou que emprestou o carro a uma pessoa que desapareceu com ele. Ambos os suspeitos têm passagens pela polícia. Júlio César já foi preso por associação ao tráfico e João Vitor cometeu crimes quando era menor de idade.

Enviado por: Jeferson / UFES
Fonte: Folha Vitória

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Na Universidade Rural do Rio de Janeiro aluna sofre tentativa de estupro

Uma aluna da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) sofreu uma tentativa de estupro na manhã desta quinta-feira, no campus de Seropédica, na Baixada Fluminense. De acordo com a nota oficial da UFRRJ, o caso aconteceu num trecho da ciclovia, fora da universidade. O suspeito, que seria menor de idade, foi capturado pela Divisão de Guarda e Vigilância (DGV) e encaminhado para a 48ªDP (Seropédica).

Segundo os agentes, a vítima procurou a delegacia após ser abordada pelo adolescente que a ameaçou com uma faca. Ela foi levada a um local isolado, onde o autor a roubou, mas conseguiu fugir. Agentes realizaram diligências e localizaram o menor, que foi reconhecido pela vítima. Com ele foi encontrado o dinheiro que havia sido roubado. Ainda segundo os agentes, ele é suspeito de ser o autor de outro caso semelhante. A vítima está sendo chamada para realizar o reconhecimento.

A UFRRJ afirmou que os registros de violência no interior do campus são baixos. E que apesar da Polícia Militar não atuar dentro da UFRRJ, vêm fazendo o patrulhamento do entorno para aumentar a segurança dos alunos. Na nota oficial, a reitoria da UFRRJ declarou que já solicitou ao Ministério do Trabalho a liberação de verbas para melhorar a segurança no local.

"A Reitora Ana Maria Dantas já solicitou recursos junto ao Ministério da Educação (MEC) para um conjunto de medidas que visam à ampliação da segurança no campus de Seropédica. Entre essas medidas, destacamos a contratação de vigilância privada, a implantação de um sistema de monitoramento por câmeras para todo o campus, a compra de viaturas e equipamentos novos. No entanto, ainda aguardamos a liberação desses recursos para efetuarmos essas medidas".

A UFRRJ destaca que no campus de Seropédica a segurança é feita por guardas próprios e que aguarda a liberação de recursos para a contratação de um serviço terceirizado, o que já acontece nos campus de Nova Iguaçu, Campos e Três Rios.

Fonte: Jornal O Dia

Para assistir ao vídeo do G1 copie o link abaixo e cole em seu navegador.

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/aluna-da-universidade-rural-do-rio-de-janeiro-sofre-tentativa-de-estupro/3669630/?fb_action_ids=599003113543240&fb_action_types=og.likes

Polícia na USP parece não estar surtindo o efeito esperado e os resultados tem deixado a desejar.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Alunas lutam contra violência sexual com mulheres em universidades

Vários casos de estupro têm se multiplicado em universidades do país. Alunas criam grupos para dar apoio a vítimas e tentar acabar com esse tipo de violência.

Assista ao vídeo no Portal G1:
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/09/alunas-lutam-contra-violencia-sexual-com-mulheres-em-universidades.html 

A atitude de um grupo de estudantes de uma universidade pública em Minas Gerais gerou polêmica. Eles cantaram uma música que incentiva o estupro em um lugar onde havia outras estudantes. Essa história aconteceu na mesma semana em que uma universitária americana chamou a atenção pela forma como resolveu protestar contra um suposto agressor sexual.

Belo Horizonte, sábado passado. As amigas Luísa e Marcela estavam em um bar. “Foram chegando outros jovens também e muitos deles identificados com a camisa da Bateria Engrenada da UFMG”, conta Luísa Turbino, estudante da UFMG.

A bateria é um grupo musical formado por estudantes de engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais. Esse tipo de grupo - ou charanga, como também é chamado - se apresenta em festas da faculdade. Só que as músicas, naquela noite, chamaram a atenção.

“Eram músicas de conteúdo sexual que denegriam as mulheres. Principalmente de outras universidades”, lembra Marcela Linhares, analista internacional.

“Em determinado momento começou um grupo menor, começou a cantar a frase: ‘Não é estupro, é sexo surpresa’”, afirma Luísa.

“Eu fiquei muito chocada, muito triste, que as pessoas pudessem considerar aquilo uma brincadeira”, lamenta Marcela.

“Nessa hora, a revolta bateu, a gente já pediu a conta e foi embora do bar”, lembra o namorado de Luísa Daniel Arantes Castro.

Ouvir aquela música foi tão desconcertante que quando a Luísa chegou em casa, ela não conseguia pegar no sono e decidiu: na madrugada mesmo, fez um protesto nas redes sociais. “Mais triste ainda foi ver mulheres envolvidas na cantoria e mais ainda, perceber que ninguém se sentiu incomodado”, diz Luísa ao ler o protesto.

Mas o incômodo se espalhou entre os alunos depois da postagem de Luísa, que cursa o mestrado de Direito da UFMG. Em nota, a Bateria Engrenada afirma ‘lamentar profundamente’ o episódio. Diz que ‘não ignora o ocorrido e que está apurando’ o caso.

A universidade afirma que espera mais informações para abrir um processo administrativo. “Nós esperamos que os alunos, que supostamente estão envolvidos nesse episódio, nos apresentem um relato do que de fato aconteceu”, afirma Sandra Goulart Almeida, vice-reitora da UFMG.

O assunto estupro em universidades também ganhou força nas últimas semanas nos Estados Unidos, como mostra a repórter Renata Ceribelli.

Os casos de estupro e agressão sexual dentro dos campus das universidades viraram assunto de Estado. O Departamento de Educação dos Estados Unidos, a pedido do presidente Barack Obama, está investigando 78 universidades suspeitas de ignorar denúncias feitas por estudantes.

Uma delas virou símbolo dessa luta, e estuda na Universidade Columbia, uma das mais importantes do país. Emma diz que foi estuprada por um colega no quarto da universidade. Ela denunciou o caso à direção, que considerou o estudante inocente. Para protestar, Emma agora só anda pelo campus da universidade carregando o colchão onde teria acontecido a agressão.

“Eu vou levar o colchão comigo enquanto eu frequentar o mesmo campus que o meu estuprador”, conta a estudante.

Um relatório divulgado pelo governo americano mostra que uma em cada cinco mulheres sofreu abuso sexual na faculdade.

Depois da repercussão da história de Emma na imprensa, a Columbia agora obriga os alunos ouvir palestras sobre violência contra as mulheres. O brasileiro Guilherme, estudante de Direito, participou de uma delas. “Não é só porque está em silêncio, um não, um não meio assim, a menina está um pouco bêbada, significa que você pode fazer o que você quiser. Então eles entraram bem a fundo, educação mesmo”, explica Guilherme de Aguiar Franco, estudante.

Emma e outros estudantes montaram um grupo para ajudar outras vítimas de violência no campus. Uma iniciativa que também está acontecendo no Brasil, onde esses grupos são conhecidos como ‘coletivos’.

Um deles é o Coletivo Feminista Gení, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a USP. “Como nunca foi construída na faculdade essa cultura de acolhimento das vítimas, muitas vítimas também não se sentiam à vontade para falar sobre uma violência que elas tinham sofrido”, conta Ana Luísa Cunha, estudante de medicina da USP.

O grupo foi criado no final do ano passado, a partir da denúncia feita por uma estudante. O abuso, segundo ela, aconteceu em uma festa dentro da USP no em novembro de 2013. “Bebi bastante. Eu não estava inconsciente. Eu estava consciente. E aí dois meninos chegaram em mim e tentaram me convencer para ir no estacionamento com eles. E eu falava, não quero. E ele falava: ‘Você quer sim, eu sei que você quer. Eu sei que você gosta’”, lembra a jovem.

Ela diz que estava tonta por causa da bebida e que não conseguiu resistir. “Eles me beijaram, enfiaram a mão dentro da minha calça. Passavam a mão, tudo. Por dentro da roupa. E eu lembro nitidamente na hora que eu estava gritando que não queria e um deles ficou bravo, falou assim: ‘Para de gritar! Para de gritar!’”, conta.

A estudante escapou quando uma colega apareceu. “Ela viu que estava estranho, veio ver o que aconteceu e me chamou. Nisso que ela me chamou eu consegui sair”, afirma.

Quatro dias depois, ela foi aconselhada por amigas e por um professor a fazer um boletim de ocorrência na polícia. E, com ajuda do coletivo, a aluna levou o relato até a direção da faculdade.

“A partir da pressão que a gente fez, foi criada uma comissão para apurar questões de violência dentro da faculdade, entre elas violência contra a mulher”, conta Marina Souza Pickman, estudante de Medicina da USP.

Uma sindicância interna foi aberta em junho deste ano, seis meses depois da denúncia. A investigação está sob sigilo. Em nota, a Faculdade de Medicina da USP afirma que está ‘empenhada em aprimorar seus mecanismos de prevenção de casos de violência’. Diz também que ‘irá adotar punições disciplinares de acordo com o código de ética da USP’.

Fantástico: Eles têm culpa?
Vítima: Têm culpa.
Fantástico: E você se sente culpada?
Vítima: Eu já me senti culpada. Hoje eu não me sinto mais.

“Ninguém tem direito sobre o corpo do outro. Não é? Quer dizer, as meninas podem beber até cair, porque elas bebem ou porque os outros, algum outro fez com que ela bebesse, mas isso não quer dizer que o corpo dela esteja a disposição de ninguém”, afirma Miriam Abramovay, socióloga.

Não existem estatísticas sobre agressões sexuais em universidades brasileiras. Mas os casos se repetem por todo o país: Acre, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo. Agressões cometidas pelos próprios estudantes e por pessoas de fora da universidade, que entram nos campus por falta de segurança.

“A universidade é responsável também. E ela tem que pensar estratégias de combate para todo tipo de violência”, afirma a socióloga.

É a insegurança e a falta de respeito às mulheres que os coletivos combatem em diversos estados. No Coletivo Iara, da Universidade Federal do Paraná, alunas conseguiram fazer com que a bateria do curso de Direito parasse de cantar músicas machistas na recepção aos calouros.

“A partir do momento que a bateria canta isso e isso gera um coro, isso também afeta diretamente as mulheres. Só uma reiteração realmente da violência que ocorre na universidade”, diz Barbara Cunha, estudante de Direito da UFPR.

Enquanto os autores do refrão ‘não é estupro, é sexo surpresa’ não são identificados e punidos, a Banda Feminista da Universidade Federal de Minas Gerais dá a resposta: canta contra o preconceito. “Eles me disseram algo que me deu tristeza, que estupro na verdade é sexo surpresa. Dá uma olhada nisso, é de se indignar. Isso é cultura do estupro e contra isso eu vou lutar. Fora machismo”, cantam as meninas da banda.

Fonte: Portal G1 : http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/09/alunas-lutam-contra-violencia-sexual-com-mulheres-em-universidades.html