quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Assaltos, furtos e tentativa de estupro na UFRJ

Mesmo com segurança da PM, de agentes particulares da universidade e instalação de câmeras, índices de crimes não caiu na universidade

O Dia
Rio - Alunos, professores e funcionários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm sofrido com a violência no campus do Fundão, na Ilha do Governador. Com uma área de mais de 4,3 milhões de metros quadrados, resultado do aterro de nove ilhotas da Baía de Guanabara, o Fundão é cercado por vias expressas e comunidades – como a Favela da Maré.

Relatos mostram que a violência no campus cresceu nos últimos meses. De acordo com o estudante de Engenharia de Bioprocessos, Luiz Henrique Costa Rodrigues, de 21 anos, na última terça-feira ele, que estuda durante todo o dia na Escola de Química da UFRJ, voltava para o estacionamento por volta das 21h, quando foi informado por policiais militares que um homem havia arrombado seu carro e levado alguns pertences.

Segundo Luiz Henrique, o crime teria acontecido por voltas das 15h daquele dia. Por sorte, o assaltante foi preso. "É muito comum a gente ficar sabendo de crimes no campus. No mesmo dia que quebraram o meu carro, eu fiquei sabendo que o carro de um outro estudante, do bloco A do Centro de Tecnologia, foi assaltado e levaram o estepe, uma roda e o som", contou.

O jovem afirmou que mesmo com a segurança do local, a ousadia dos bandidos é grande. "Mesmo como os guardas, eles entram e roubam pedestres, motoristas, levam tudo, na cara de pau", finalizou.
Além disso, criminosos estariam fazendo arrastões em ônibus que circulam dentro da universidade.

Na tarde de sexta-feira, uma estudante francesa, que está no país fazendo intercâmbio, contou que foi assaltada e quase estuprada, no estacionamento do Bloco A, da UFRJ. Segundo a mulher, ela caminhava para o local onde seu carro estava estacionado quando um homem a abordou. De acordo com ela, o bandido teria a obrigou entrar no carro. "Ele repetia, perdeu, perdeu. Eu não entendi, já que não sou brasileira. O cara levou a minha bolsa com carteira e todos os meus documentos. Ele só não me estuprou porque vinha um grupo de jovens, e quando eles aproximaram do meu do meu carro e ele saiu correndo assustado", relatou. "Estou muito assustada e com raiva. Não esperava passar por uma decepção, como essa, em meu intercâmbio", contou.

Em 2007 a Divisão de Segurança da UFRJ ganhou um prédio na ilha para identificar e registrar ocorrências e divulgar estatísticas de roubos e assaltos nos campi. Já em 2013, uma estratégia de segurança foi montada pelo 17º BPM (Ilha do Governador) para reduzir problemas de segurança na Cidade Universitária. Uma das ações foi o fechamento do Portão 4, que dá acesso à Linha Vermelha. Na ocasião, foi intensificadas as rondas de guardas de bicicletas, que atuam em área federal — onde a Polícia Militar não pode entrar.

A equipe do DIA percorreu neste domingo todo o Campus do Fundão e encontrou apenas uma viatura com dois policiais militares, estacionada em frente a Ponte do Saber.

O outro lado

A reportagem procurou a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em nota afirmou que, 14 funcionários contratados pela Coordenação de Segurança da Prefeitura da UFRJ (Diseg) e outros 844 vigilantes terceirizados fazem a segurança do campus do Fundão durante 24 horas por dia. Segundo a instituição essa vigilância é feita em turnos.

Ainda segundo o órgão, a instituição é monitorada 24 horas por um sistema de câmeras que abrangem 80% do território da Cidade Universitária. Segundo o comunicado, "embora os integrantes da Diseg tenham sido selecionados também para fazer a segurança patrimonial, eles acabaram fazendo também o patrulhamento nas vias de conexão entre os centros acadêmicos". Ainda de acordo com a nota, o objetivo da universidade é ensinar e não fazer a segurança pública. O pronunciamento termina dizendo que "o patrulhamento das vias públicas da Cidade Universitária cabe ao 17º BPM (Ilha do governador) e as investigações sobre crimes são de competência da 37ª DP (Ilha). Furtos de patrimônio são apurados pela Polícia Federal".

A Polícia Militar também foi procurar para informar sobre o patrulhamento que é feito na universidade. Segundo o comando do 17º BPM (Ilha do Governador), agentes fazem diariamente "patrulhamento na Ilha do Fundão com quatro viaturas: uma fechando a Ponte do Saber e outra, no acesso a Linha Amarela". Segundo o comunicado, "a PM também emprega mais duas viaturas atuando diretamente nas manchas criminais". A polícia informou "que o Serviço Reservado do 17º BPM atua no Campus realizando operações de inteligência". A Polícia Militar foi questionada sobre o número de policiais que atuam dentro da instituição, mas limitou-se a dizer que "não divulga número de policiais por uma questão de estratégia". A PM finalizou afirmando que no mês de janeiro registrou, apenas, 12 ocorrências de roubo e duas prisões na Cidade Universitária.

A Polícia Civil, por telefone, informou que não sabe precisar o número de ocorrências registradas -- casos de roubos, assaltos e furtos dentro do campus do Fundão -- , já que as vítimas podem registras os boletins de ocorrência na 37ª DP (Ilha do Governador) ou em 21ª DP (Bonsucesso).

Fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2016-02-02/alunos-da-ufrj-relatam-assaltos-furtos-e-tentativa-de-estupro-no-fundao.html

Relatório Final do XXIV Seminário Nacional de Segurança das Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) e Educação Básica Técnica e Tecnológica (EBTT)

A violência esta instalada em todas as cidades e em todas as camadas sociais e atingiu um nível insuportável para a população, esta violência entrou também nos campi das universidades federais, temos hoje circulando nos campi em algumas universidades um contingente de pessoas maior que muitas cidades do interior do Brasil e como tem população de cidades tem problemas de cidades também e um dos problemas é a violência contra a comunidade universitária, e com a expansão das academias com cursos a noite estas agressões estão se tornando um dos principais problemas para os administradores, hoje os campi se tornaram verdadeiros comércios a céu aberto, com estabelecimentos que passam de uma simples máquina de Xerox passando por postos de gasolina chegando até á inúmeras agências bancaria, isto atraem pessoas para dentro dos campi para cometer todo tipo de barbárie, são ocorrências contra a comunidade universitária que vão desde roubo de celulares, assaltos à mão armada, sequestros relâmpago, crime sexual, roubo a banco, etc.

Violências estas que a bem pouco tempo não aconteciam dentro dos campi, e tudo isto tem varias causas e uma delas é a falta de concurso que não acontece desde 1994, isso deixou a categoria defasada e com a idade avançada e a terceirização da segurança que devido a sua grande rotatividade causa maior sensação de insegurança.

A Universidade Federal de Minas Gerais foi sede do XXIV Seminário Nacional de segurança das IPES e EBTT, e o SINDIFES sindicato que representa os trabalhadores desta universidade entre outras, foi o patrocinador deste evento, mesmo com a dificuldade do momento, como a greve nacional dos trabalhadores das universidades federais e alguns sindicatos com falta de recursos para enviarem delegados a este evento, o XXIV seminário Nacional de Segurança contou com um publico de: 169 delegados; 43 observadores; 20 convidados e um total de 31 entidades presentes no evento. 

A UFMG foi palco de um dos melhores seminários já acontecidos ao longo destes vinte quatro anos de debates, sobre como realizar segurança de qualidade, em um ambiente acadêmico, os Seminários Nacionais de Segurança vem evoluindo ao longo destes anos, os delegados presentes debateram não só questões como EPI, EPC e também temas como Diretos Humanos, Opressão, Legalidade da Função do Vigilante, entre outros temas pertinentes a função.

No penúltimo dia de seminário aconteceram Mesas de Trabalho, os delegados presentes tiraram muitas propostas sobre o cargo de vigilante, entre as propostas não poderia de deixar de ser concurso público para a vigilância das universidades federais, EPI e EPC para a atuação destes profissionais e um GT Segurança Nacional na sede da federação com a diretoria da FASUBRA para debatermos os Projetos de Lei no Congresso, Lei 11091/05 PCCTAE, EPIS e EPCS do cargo, estas propostas serão entregues para a direção da federação na primeira reunião de direção pós greve.

A sede do XXV Seminário Nacional de Segurança será a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Mozarte Simões da Costa Junior.


XXIV Seminário Nacional de Segurança das Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) e Educação Básica Técnica e Tecnológica (EBTT)

CAPÍTULO I
DO SEMINÁRIO

Art. 1º - O XXIV Seminário Nacional de Segurança das Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) e Educação Básica Técnica e Tecnológica (EBTT), será realizado no período de 14 a 18 de setembro de 2015, na cidade de Belo Horizonte, no Auditório da Reitoria na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS

Art. 2º - São objetivos do XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT:

I - contribuir para a organização e fortalecimento dos trabalhadores;

II - discutir e encaminhar os temas das mesas do Seminário: 

a) Direitos Humanos; 

b) Conjuntura Nacional e Internacional; 

c) Atribuições e Legalidade do Cargo de Vigilante;

d) Saúde do Trabalhador e Qualidade de Vida;

e) Combate as Opressões;

f) Reconhecimento de Saberes e Competências;

g) Eleição da Nova Coordenação para o XXV Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT e Escolha da próxima Sede.

CAPÍTULO III
DA PARTICIPAÇÃO

Art. 3º - Participam do XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT todos os trabalhadores do quadro permanente lotados no serviço de segurança e os aposentados (as), desde que sejam eleitos em assembleias ou reunião específica da segurança, na proporção de um delegado para cada cinco vigilantes lotados na Parágrafo Primeiro - As Instituições que tiverem número de Vigilantes inferior a cinco, terão garantido a participação de um (a) delegado (a) e as que tiverem número de vigilantes superior a cinco e menor que 10 (dez) terão direito a mais um (a) delegado (a).

Parágrafo Segundo - Terá direito a votar os Delegados eleitos e pertencentes ao quadro permanente de Vigilantes das IPES e EBTT, reservando à condição de observadores (as) os demais interessados (as), com direito a voz, tanto nos trabalhos de grupo como nas Plenárias. 

Parágrafo Terceiro - Não existe a figura do (a) Delegado (a) “NATO” nos Seminários de Segurança das IPES e EBTT.

Art. 4º - Será exigida no momento do credenciamento a Ata da Assembleia ou Reunião dos Setores de Segurança que teve como ponto de pauta a escolha dos Delegados (as) e Observadores (as).

Art. 5º - O credenciamento dos participantes será realizado a partir das 8 horas do dia 14.09 até as 15 horas do dia 15.09.2015

Art. 6º - Os participantes somente serão credenciados após a comprovação do pagamento da taxa de inscrição:

I - R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) para Delegados (as) e Observadores (as) externos;

II - R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) para Delegados (as) e Observadores (as) internos.

Art. 7º - Somente os Delegados (as) terão direito a voz e voto;

Art. 8º - As votações serão aferidas por contraste, erguendo se o crachá. No caso de dúvidas, será feita a contagem dos votos dos Delegados (as) presentes no Plenário, não podendo haver voto por;

Art. 9º - Somente terão direito a votar na plenária final, assim como ao Certificado, os Delegados (as) que atingirem frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento) de participação nos trabalhos, sendo que será feita a leitura no início da Plenária Final da frequência individual dos Delegados (as) no Seminário.

CAPÍTULO IV
DOS ORGÃOS DO SEMINÁRIO

Art. 10 - O XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT será composto dos seguintes órgãos: 

I - Comissão Organizadora

II - Comissão Diretora

IV - Pessoal de Apoio

V - Trabalhos de Grupos

CAPÍTULO V
DA COMISSÃO ORGANIZADORA

Art. 11 - A Organização do Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT ficará a cargo da Comissão Local, dos (as) Coordenadores (as) Nacionais e todos os (as) Coordenadores (as) Regionais eleitos no XXIII Seminário Nacional de Segurança das Parágrafo Único - Os (as) Coordenadores (as) Nacionais e Regionais deverão estar na Sede do Seminário no mínimo 02 (Dois) dias antes da realização do mesmo.

Art. 12 - Compete à Comissão Organizadora.

I - Organizar o Seminário;

II - Providenciar a infraestrutura, a recepção e o suporte de material necessário para realização do Seminário; 

III - Receber e processar as inscrições;

IV - Realizar o credenciamento dos participantes; 

V - Divulgar as teses ou documentos que irão subsidiar as discussões dos temas pautados por este regimento;

VI - Elaborar frequência diária dos Delegados (as) e observadora;

VII - Providenciar a distribuição do material no início dos trabalhos;

VIII - Convidar entidades e pessoas físicas para participarem do Seminário como Observador, sem direito a voto;

IX - Providenciar a(s) assessoria(s) que julgar necessária(s);

Art. 13 - Das decisões da Comissão Organizadora caberá recurso.

CAPÍTULO VI
DA COMISSÃO DIRETORA

Art. 14 - Compete à Comissão Diretora:

I - Orientar e Coordenar os trabalhos do Seminário;

II - Implementar a pauta proposto para o Seminário;

III - Encaminhar as votações;

IV - Encaminhar as moções;

V - Sistematizar as propostas dos grupos que irão à plenária;

VI - Dirimir os casos omissos;

VII - Preparar o Relatório Final.

Art. 15 - A Comissão Diretora dos trabalhos do XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT será composta por 10 (dez) Delegados (as) que serão eleitos (as) na Plenária de Abertura.

Parágrafo Único - A Comissão Diretora será composta por 30% de 

Art. 16 - Os Coordenadores Nacionais e Regionais serão eleitos entre os Delegados do XXIV Seminário Nacional, na Plenária Final, com mandato até o XXV Seminário Nacional de segurança das IPES e EBTT, a ser realizado em local a ser escolhido.

Art. 17 - Das decisões da Comissão Diretora caberá recurso ao 

CAPÍTULO VII
DAS PLENÁRIAS

Art. 18 - A Comissão Diretora coordenará os trabalhos da Plenária de Abertura e Final do XXIV Seminário Nacional de Segurança das 

Art. 19 - As Deliberações da Plenária serão por maioria absoluta.

Art. 20 - As inscrições para intervenções dos (as) Delegados (as) nas Plenárias deverão ser feitas com a entrega dos crachás à 

Art. 21 - As inscrições dos (as) oradores encerrar-se-ão ao final da fala do quinto orador (a), sendo que a coordenação da mesa deverá avisar ao plenário que a inscrição se encerrará na fala do quinto orador (a). E ao final da fala a coordenação da mesa deverá ler os nomes dos inscritos.

Parágrafo Único - A coordenação da mesa poderá reabrir nova rodada de inscrição, se julgar necessário, e desde que a Plenária 

Art. 22 - O tempo de intervenção de cada orador (a) será de 03 (três) minutos já contados os possíveis apartes.

CAPÍTULO VII
DOS GRUPOS DE TRABALHO

Art. 23 - Os Grupos de Trabalho serão formados pelos Delegados (as) e Observadores (as) presentes ao XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT, sendo no mínimo 1 de cada instituição em cada grupo, exceto quando a instituição não tiver Delegados (as) suficientes presentes ao Seminário, tomando-se como base a maior Delegação.

Parágrafo Primeiro - Cabe aos Delegados (as) e Observadores (as) discutirem o temário do Seminário, as teses, bem como emendar, modificar ou rejeitar as propostas contidas em documento de apoio que forem apresentas nas discussões dos grupos.

Parágrafo Segundo - Nos grupos será escolhido, entre os Delegados (as), aqueles que irão compor a mesa coordenadora dos trabalhos, sendo 01 (um) presidente (a), 01 (um) secretário (a), 01 

Parágrafo Terceiro - Os Delegados (as) escolhidos para compor a Comissão Diretora, não poderão coordenar os trabalhos de grupo.

Art. 24 - Ao final de cada trabalho dos grupos, os (as) relatores (as) se reunirão a fim de elaborar um relatório único sobre os temas em pauta que será apresentado na plenária final.

Parágrafo Primeiro - Deverá constar no relatório de cada grupo o nome e a assinatura do Presidente (a), Secretário (a) e do Relator (a) que conduziu os trabalhos.

Parágrafo Segundo - As propostas tiradas dos grupos só irão à Plenária, caso atinja, no mínimo 20% dos votos dos presentes no 

Parágrafo Terceiro - Os grupos serão montados pela Comissão Organizadora, conforme estabelecido pelo Art. 23.

Art. 25 - Todos os participantes que desejarem intervir, tanto nos debates, como nos trabalhos de grupo, deverão se inscrever junto à mesa, que será formada no início de cada trabalho e os inscritos serão chamados pela ordem de inscrição. 

CAPITULO VIII
DAS TESES E MOÇÕES

Art. 26 - As teses elaboradas deverão ser entregues à Comissão Organizadora até as 18 horas do dia 14.09.

Art. 27 - As Moções deverão ser encaminhadas por escrito e legíveis à Comissão Diretora até as 18 horas do dia 17.09.

Art. 28 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Diretora, cabendo recurso à Plenária, que é o órgão máximo XXIV 

Belo Horizonte, 14 de setembro de 2015.

Plenária de Abertura

Moção de agradecimento

Os vigilantes da UFRN presentes ao XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPE e EBTT, vem através desta tornar publico nosso agradecimento a direção da Associação dos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (APURN), SINTES/RN, Progesp da UFRN, direção do centro de tecnologia, ao diretor da NUPLAN professor Carlos Bola, CREDSUP, CAURN, TVU, FUNPEC pelas valorosas contribuições dada por estas instituições que proporcionaram a participação da delegação.

A delegação agradece a UFSC e ao SITUFSC pelo apoio.

A delegação da UFPI agradece ao SINDIFES pelo belíssimo seminário, e ao SINTUFPI pelo apoio aos delegados para estarem presentes no evento.

A delegação dos vigilantes agradece a UFU e ao SINTETUFU, que deram apoio a esta delegação para se fizer presente a este evento, e a comissão organizadora do seminário.

A delegação do Ceará agradece ao SINDIFES pelo acolhimento.

O delgado Jurandir Cirilo agradece ao IFPE e ao SINASEFE/PE, pelo apoio dado para que o delegado se fizesse presente no evento.

A delegação do SISTA/MS agradece  a ASSUFMS, SICREDIUNIÂO, Reitoria da UFMS e de forma especial ao nosso sindicato que sem a ajuda destas entidades não seria possível estar presente ao evento.

A delegação da UFPE parabeniza a comissão de organização do XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPE e EBTT  pelo brilhante seminário, e em especial SINTUFEPE, SINDISEPE e a reitoria da UFPE, por apoiarem a delegação, sem eles não seria possível a delegação se fazer presente ao evento.

Moção de Repúdio

A delegação do CEARÁ repudia a atitude de toda a coordenação do SINTUFCE, pela falta de apoio para com esta delegação, mesmo depois da solicitação, a direção negou se a apoiar, a participação da delegação ao evento.

Coordenação eleita para o XXV Seminário Nacional de Segurança das IPES 

Coordenação geral:

Katia UFRJ;
Laercio UFPE;
Farias UFRN;
Denis UFU.
Região Norte:
Ronaldo Frazão UFRA;
Edizio UFAC;
Eljezer UFPA;
Eleud UFAM.

Região Nordeste I:
Teixeira UFPI;
Castro UFC;
Jacinto UFRN;
Gomes UFRN.

Região Nordeste II:
Admilson UFPE;
Elizeu UFPE;
Alda Rosa UFPE.
João de Deus UFPE
Região Centro Oeste:
Figueiredo UFMT;
Itacil UFMS;
Osmar UFG;
Carlos José UFMS.

Região Sudeste I
Edmilson UFU;
Juscelino UFRJ;
Eldecio UFV;
Manoel Patrocínio UFMG.

Região Sudeste II:
Pimentel UFES;
Renato UFRRJ;
Ademir UFSCAR;
Gutemberg UFRJ.

Região Sul:
Everton UFRGS;
Paulo Ricardo UFPEL;
Teles UFSC;
Sandro UFSM.

EBTT SINASEFE:
Sudeste I 
Aliomar da Silva
Tony Medeiros Matinho

Propostas das mesas de trabalho do XXIV Seminário Nacional de Segurança das IPE e EBTT 

Tema Terceirização:

Que os GTs de segurança de cada universidade juntamente com os sindicatos e base, e Institutos Federais, referente ao custo da terceirização fazendo a comparação com os gastos do pessoal do quadro efetivo.  

Que cada delegado no XXIV seminário nacional de segurança das IPES e EBTT ao retornarem as suas bases e se incorporem no processo para mobilizar os demais trabalhadores de suas bases juntamente com os sindicatos FASUBRA, SINASEFE e centrais sindicais solicitando as reitorias a abertura de concurso público para o cargo de vigilantes.   

RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências)

A FASUBRA e o SINASEFE levarem para as bases, realizarem uma discussão mais abrangente sobre a RSC e levar as propostas para a CONIF e ANDIFES.

Que a FASUBRA junto com seu jurídico denuncie junto ao ministério público federal o descumprimento da lei onde terceiriza o cargo de vigilante. 

Criar cartilha informativa e ilustrativa com todos os temas e propostas discutidas no seminário para ser distribuída em todas as IPES e EBTT sendo confeccionadas pelos seus devidos sindicatos. 

Que seja enviado a todos os parlamentares o relatório final sobre nossas reivindicações. 

Que sejam acionados os órgãos competentes para regularização dos equipamentos de combate a incêndio e EPIs, cursos e treinamentos no âmbito das IPES e EBTT.

Que a FASUBRA agende reunião com a ANDIFES e o SINASEFE com o CONIF com a pauta de concurso público e que os sindicatos das bases viabilizem o máximo de vigilantes nestas reuniões.

Fazer levantamento onde se faz necessário o uso de armas letais e não letais, incentivar o uso das mesmas, ressaltando que isto já é uma realidade na Universidade Rural do Rio de Janeiro e Universidade de Santa Catarina. 

Criação de posto de atendimento médico e serviço móvel dentro dos Campis das Universidades durante 24 horas, para atender Servidores, alunos que morarem dentro das Universidades e Colégio. 

Que o relatório final seja encaminhado para Fasubra e SINASEFE que seja cobrado na reunião do GT segurança nacional os encaminhamentos por ela tomado, para debatido o oficio 077/SESU, EPIs e EPCs para o cargo de vigilante.

Que o plenário reafirme o posicionamento contra a EBSERH; 

Defender a luta da FASUBRA e SINASEFE pela data base, aprimoramento da carreira pelo fim da terceirização e abertura de concurso público para todas as classes; 

Apoio ao PL 3722/2012 Deputado Peninha já em fase de relatório;

“Padronizar e alterar nome “vigilante” para “ Agente de Segurança universitário” com base no oficio 077/sesu que autoriza a CNSC alterar/atualizar a lei 11091/05.

04 – MODELO DE SEGURANÇA

Que as IPES e EBTT busquem parcerias/integração/convênios entre outros órgãos de segurança pública (PM, PC, PF, ABIN), respeitada a autonomia universitária.

07- SAÚDE DO TRABALHADOR E QUALIDADE DE VIDA

Cobrar implantação de cursos de preparação para aposentadoria onde não existe (EX UFSC – Aposentação);

Criação de curso de graduação de Gestão de Segurança nas IFES não discriminando as categorias, para que possam ter reconhecimento no IQ e reconhecimento direto para a função.

Plano de ação único para todas as vigilâncias aproveitando como exemplo o plano nacional de segurança da Fasubra para apresentação aos reitores. 

Participação da Segurança nos fóruns, seminários e debates nos DCEs e DAS. 

Propor ao órgão responsável pela capacitação das IPES e EBTT a inclusão da disciplina de direitos humanos que trata da discriminação homofobia e ataque as diferenças. 

PROPOSTA: QUE A FASUBRA SINDICAL ENCAMPE COMO PROJETO DE LUTA A DEFESA DOS PROJETOS EM TRAMITAÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL QUE BENEFICIAM OS TAES, EM ESPECIAL OS VIGILANTES;

TEMA: EPI – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

PROPOSTA: QUE OS SINDICATOS LOCAIS, BEM COMO, A FEDERAÇÃO SOLICITEM AO DSST ESTUDO SOBRE QUAIS OS EPI´S NECESSÁRIOS PARA OS VIGILANTES DAS IFES E EBTT, LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO SUAS ATRIBUIÇÕES E ATIVIDADES ESPECIFICAS EFETUADAS PELA VIGILÂNCIA DE CADA INSTITUIÇÃO.

Relatório final escrito por:

Mozarte Simões da Costa Junior.
Email: mozarte1966@gmail.com

domingo, 24 de janeiro de 2016

Nota de Falecimento

É com grande pesar que comunicamos o falecimento de nosso grande amigo Greque, da Universidade Federal do Rio Grande - RS.

O companheiro Greque foi um grande guerreiro, a primeira viagem do GT Segurança da UFRGS foi para a cidade de Rio Grande a convite do companheiro, ele soube do movimento que começava a ser feito em Porto Alegre a respeito do projeto de risco de vida e convidou o GT Segurança da UFRGS para ir até a FURG.

Os vigilantes da universidade da cidade de Rio Grande organizaram uma paralisação e panfletaram na entrada do campos, nuca tinha visto isto antes, explicamos para eles o que estávamos fazendo e o companheiros abraçou a causa imediatamente, antes de qualquer outro GT ou outro vigilante, foi a primeira adesão ao nosso movimento, mesmo sem provas de que iria dar certo ele entendeu que deveríamos nos unir em torno desta causa e as outras que se sucederam. Nunca fugiu a luta, sempre cobrou que não deviríamos abandonar esta e outras lutas que surgissem.

Foi um dos que me incentivaram a sempre continuar.

Agora que ele se foi tenho certeza que o legado dele não vai sumir, temos que continuar vibrantes e mais unidos ainda, por ele e por todos vigilantes que já se foram.

Temos que manter os vigilantes unidos sempre em torno do nossos propósitos, lutando sempre pela cor da camisa que nos une, que é o nosso fardamento.

Vá em paz meu grande Irmão, Deus sabe o que faz.

RUDNEI GREQUE PRESENTE

Um abraço de um vigilante do sul do pais!
Mozarte Simões - UFRGS

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Policiais à paisana atuarão dentro da Uespi (PI) para coibir assaltos



O comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto Gomes, informou nesta quinta-feira em entrevista ao Jornal do Piauí, que policiais à paisana poderão atuar dentro da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). A medida visa reduzir a insegurança na instituição. Somente este mês, cinco assaltos a alunos já foram registrados.


"A comunidade universitário pode esperar a presença do comandante, se possível dentro da UESPI, pode haver inclusive policiais à paisana, para não incomodar os alunos. Queremos nos reunir com o Rone, 9º BPM e Batalhão Escolar", declarou. 

Ele destacou ter sido aluno da UESPI e disse que outras ações já haviam sido adotadas. "É preciso deixar claro para a populção que isso incomoda não só o corpo docente, mas todos os órgaos do estado. Já tínhamos determinado há uma semana reforço policial. A presença da PM dentro de uma universidade é complicada, mas vamos estar presentes se for preciso", disse. 

Ele declarou que depois da prisão de uma quadrilha de assaltantes na Universidade Federal do Piauí, os assalto reduziram. Na UESPI, segundo ele, um dos maiores problemas é que há uma facilidade muito grande de entrar no local. 

Quanto ao homem preso na noite de ontem (21) suspeito de assalto, o comandante informou que seu parceiro já foi identificado e no momento a polícia busca saber se há mais pessoas envolvidas nos assaltos. As pessoas localizadas já possuem diversas passagens pela polícia por roubo. 

Reunião com estudantes

Estudantes do curso de bacharelado em Administração foram recebidos na reunião do Conselho Universitário, na manhã desta quinta-feira, 22, no Palácio Pirajá, no campus Poeta Torquato Neto, em Teresina. Durante a reunião os estudantes solicitaram a implantação de medidas para garantir a segurança dos estudantes, professores, funcionários e comunidade que circulam na instituição.

O reitor da UESPI, professor Nouga Cardoso, explicou que já está conversando com as autoridades de segurança pública do Estado, para que sejam tomadas medidas mais eficazes de segurança . “Primeiro nós agradecemos a presença de vocês estudantes aqui, e queremos reafirmar que nós da administração superior da universidade estamos analisando mais maneiras para dirimir esses assaltos. Por exemplo, fizemos a troca da iluminação, solicitamos a limpeza de um terreno próximo à UESPI. Estamos também estudando a possibilidade de colocar catracas nas entradas do campus, entre outras ações.”

Conselho Universitário e Reitor da UESPI durante recepção aos estudantes da instituição que reivindicaram mais segurança

O estudante Cantídio Sousa relatou os anseios e preocupações dos discentes: “O que nós queremos são medidas palpáveis de proteção pela gestão da universidade. O que pode ser feito é que nós alunos podemos cobrar, e sabemos que a UESPI tem recursos limitados. Mas a universidade pode procurar as autoridades do governo para implantar medidas de segurança”.

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) convocará para a próxima semana uma audiência pública com estudantes, professores, funcionários, representantes dos bairros circunvizinhos e também da Secretaria de Segurança Pública e Polícia Militar. O objetivo é abrir a discussão para encontrar soluções para os problemas de segurança que envolvem toda a comunidade universitária.
Fonte: http://cidadeverde.com/noticias/205112/policiais-a-paisana-atuarao-dentro-da-uespi-para-coibir-assaltos

domingo, 3 de janeiro de 2016

Cinco armas, cinco coletes e munições de vigias do CAVG são levados por assaltantes

Guarnição da Brigada Militar encontrou na tarde deste domingo (3) no Jardim das Tradições, Zona Norte de Pelotas, o Fiat Palio branco usado no assalto aos vigilantes do Campus CAVG do IFSul. Mesmo assim, a polícia ainda não tem suspeitos para a autoria do crime. 

O assalto aconteceu no início da manhã deste domingo. Dois homens roubaram cinco armas, cinco coletes e munições da dupla de vigilantes do Campus.

De carro, os assaltantes se aproximaram do local portando uma pistola e um revólver calibre .38. Eles pediram informações e depois renderam os vigilantes que cuidavam do local.

De acordo com a Brigada Militar, os ladrões provavelmente conheciam a estrutura do Campus, pois sabiam exatamente onde estava o material roubado.

Fonte: Diário Popular - http://www.diariopopular.com.br/index.php?n_sistema=3056&id_noticia=MTA3NjQz&id_area=Nw%3D%3D

sábado, 5 de dezembro de 2015

Relatório do debate sobre segurança nos campi da Universidade Federal de Pelotas

O GT Segurança da ASUFPEL juntamente com a diretoria do sindicato promoveu no dia 04 de dezembro de 2015 um debate no auditório do sindicato sobre a insegurança nos campi da Universidade Federal de Pelotas e em seu entorno, estiveram presentes representantes da segurança publica do Rio Grande do Sul, Policia Militar, Policia Civil, Guarda Municipal, Ministério Publico do rio Grande do Sul.  Também estiveram presentes representantes dos GT´S Segurança da Universidade Federal de Rio Grande (FURG), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Rio Grande do SUL (UFRGS) e vigilantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL).
O debate primeiro foi com os representantes da segurança do estado e município, foram apontadas algumas alternativas em melhorar a segurança dos alunos da UFPEL depois da saída da academia, mais iluminação no trajeto até a parada de ônibus próximo aos portões da instituição, rondas ostensivas da PM com maior frequência perto da saída dos alunos nos final das aulas juntamente com a guarda municipal, a defasagem de profissionais da área dificulta o policiamento mais intensificado em torno da UFPEL.

Os representantes dos GT´S fizeram um debate que girou em torno da falta de EPI e EPC, falta de concurso público para vigilante orgânico nas universidades federais e a terceirização na área da segurança é entre outros a causa de tanta insegurança nos campi.
O vereador de Pelotas Tenente Bruno da PM já deixou a câmara de vereadores de Pelotas a disposição do GT Segurança da ASUFPEL para a realização de uma audiência publica sobre a insegurança nos campi da Universidade Federal de Pelota no mês de Abril ou maio de 2016.

Estava presente na plateia o diretor da faculdade de agronomia da Universidade Federal de Pelotas professor Manoel, que foi convidado entre outros professores, na sua fala o professor relatou que estava ali como curioso por que queria saber por que devemos debater segurança em um ambiente acadêmico, o professor ficou impressionado com a riqueza de detalhes do debate e a quantidade de informações que passamos, e agora tinha certeza que sim, devemos debater segurança em um ambiente acadêmico e deixou agendado um debate sobre segurança nos campi para os alunos, corpo docente, técnicos administrativos e convidados na faculdade de agronomia para março de 2015 com data ainda a ser confirmada, e que a faculdade de agronomia e quem vai promover este evento, e estendeu o convite aos GT´S que estavam presentes.
Parabéns ao GT Segurança da ASUFPEL pela realização de mais este evento.
Mozarte Simões

domingo, 22 de novembro de 2015

ARTIGO: COMO MELHORAR A SEGURANÇA NAS UNIVERSIDADES?

Texto produzido por Marcus Paulo Pessôa, membro do Centro Acadêmico Livre de Engenharia de Produção da UFSC.

Sempre que se fala dos problemas cotidianos enfrentados pelas comunidades universitárias em nosso país, o problema de segurança nos campi das instituições públicas é, sem dúvidas, um dos mais graves e recorrentes, e também dos mais polêmicos.

Se por um lado todos desejam ambientes mais seguros e saudáveis para suas vivências acadêmicas, por outro, as soluções apontadas variam bastante, sempre ligadas a concepções bastante específicas sobre a função dos aparatos de segurança pública, a função da universidade, e como estas duas instituições devem se relacionar com a sociedade.

QUEM CUIDA DA SEGURANÇA NOS CAMPI UNIVERSITÁRIOS?

Atualmente, a segurança dentro dos campi universitários é feita basicamente por dois organismos diferentes: os departamentos de segurança das universidades, composto por servidores públicos concursados, que atuam promovendo a segurança das pessoas e do patrimônio da universidade; e a guarda patrimonial, responsável exclusivamente pela proteção dos espaços e bens da universidade, ou seja, sem compromisso direto com a segurança das pessoas; geralmente é executada por empresas terceirizadas, em serviços contratados por licitação.

Há alguns anos, numa política de contenção de gastos com as universidades, o governo federal extinguiu de seus processos de contratação o cargo de segurança universitário, um servidor público contratado com a finalidade de promover a segurança do campus, que recebe treinamento adequado à função e, teoricamente, uma estrutura de trabalho adequada à tarefa. Assim, as guardas universitárias estão sendo reduzidas gradativamente, à medida que os já contratados se aposentam, são exonerados, ou abandonam o emprego por qualquer razão.

Paralelamente, para tentar compensar a perda de efetivo, amplia-se a guarda patrimonial, geralmente executada por uma empresa privada que presta seus serviços para uma universidade, e cujos trabalhadores são contratados via CLT. Embora o termo “guarda patrimonial” já deixe evidente, não custa ressaltar: esses trabalhadores são contratados exclusivamente para cuidar da estrutura física da universidade, e não das pessoas. Portanto, eles não recebem treinamento, salário, nem estrutura para tal.

O fato de o governo adotar uma política pública de redução do quadro de servidores universitários em prol de um aumento dos trabalhadores terceirizados já é em si uma polêmica, visto que as condições de trabalho entre os dois tipos de contratação são bastante diferenciados, no que tange a salários, condições de trabalho e estabilidade de emprego.

DEBATE: QUEM DEVE SER RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA UNIVERSITÁRIA?

Assim sendo, abre-se uma demanda bastante sentida por todos que frequentam diariamente um campus universitário: quem deve ser responsável pela segurança das pessoas?

E é nesse ponto que surge a Polícia Militar, apontada por muitos como a solucionadora para essa questão. A PM é a instituição do governo responsável pelo policiamento ostensivo e preservação de ordem pública, de acordo com o parágrafo 5º do Artigo 144 da Constituição. Assim, seria natural que executasse também a segurança dentro dos campi universitários.

Aqui começa uma discussão bastante polêmica. As universidades são, historicamente, um importante polo de efervescência política, nascedouro de diversas mobilizações sociais, como, por exemplo, o combate à ditadura militar que assolou o nosso país. Teme-se que a Polícia Militar execute dentro da universidade um papel de repressão às manifestações políticas, constituindo, assim um grave atentado à autonomia universitária e à liberdade de pensamento que deve existir nesse meio.

Embora existam exemplos bastante recentes e explícitos da atuação repressora da Polícia Militar, muitos compreendem que os abusos operados pela polícia são casos de exceção, e que o Estado brasileiro possui de dispositivos legais para que esses casos sejam apurados e, se comprovado o abuso, sejam punidos.

Além disso, os críticos à instituição Polícia Militar apontam que esta é uma instituição violenta, não raro cometendo excessos em suas operações. Os defensores alegam que a PM está simplesmente fazendo o seu trabalho, e que o números de policiais abatidos em serviço ou fora dele, pelo fato de serem policiais, é igualmente elevado.

Assim, fica um impasse: sendo a política de governo não contratar mais guardas concursadospara a segurança das pessoas, a Guarda Patrimonial – uma organização que não tem esse papel – e, por sua vez, a Polícia Militar – uma instituição cuja atuação dentro das universidades é controversa e altamente questionada por diversos setores dentro das universidades – quais são as alternativas existentes?

COMO RESOLVER O PROBLEMA DA SEGURANÇA DOS CAMPI?

Alguns defendem que as Universidades Federais possuem força política suficiente junto ao Ministério da Educação e outros órgãos do Governo para pressioná-lo à reabertura de concursos públicos para o cargo de segurança universitário, e que deveriam trabalhar nesse sentido. Outros defendem um caminho semelhante, ainda mais aprofundado: que o Governo crie uma nova instituição policial, algo como uma “Polícia Universitária”, com a única finalidade de fazer a segurança nas instituições públicas de ensino superior, recebendo todo o treinamento para atuarem nos espaços universitários, respeitando as particularidades deste meio e do público universitário.

Além disso, sugerem que o problema da segurança seja atacado com medidas indiretas: investimento na iluminação dos campi, aumento do número de câmeras de vigilância, criação de rotas de direcionamento para a circulação de pessoas e fomento de atividades de cunho artístico-cultural-esportivo, com a ideia de que, aumentando o número de pessoas no mesmo espaço, aumenta a sensação de segurança e abaixa o número de ocorrências.

Essa mesma lógica é aplicada quando se combate o cercamento e impedimento de livre acesso à população aos campi universitários: existiria aí um conflito ético, visto que toda a população, usuária ou não da universidade, financia esta instituição através de seus impostos; e também ressalta-se que o problema de segurança diminuiria se a universidade promovesse ações que melhorassem sua integração com as comunidades externas.

Muitos compreendem as críticas que se faz à PM, mas alegam que os casos de violência são muitos, exigindo uma ação imediata para combatê-los, e que o processo de negociação com o Governo demoraria muito tempo, tornando-se assim uma solução a longo prazo.


Como se pode ver, esse debate é bastante polêmico e profundo. Independente da solução adotada, acreditamos que o processo de debate e troca de ideias é crucial para esse processo.

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O CALIPRO, Centro Acadêmico Livre de Engenharia de Produção, é uma associação formada por alunos de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. Os pilares de atuação da atual gestão 2015-2016 (Chapa Estruturação) são o Político, o Acadêmico e o Integrativo, realizando atividades que garantam a representatividade dos estudantes na graduação, proporcionem experiência extracurriculares aos estudantes e promovam o nome do curso dentro e fora da universidade.

Fonte: http://www.politize.com.br/noticias/como-melhorar-a-seguranca-nas-universidades/